
Nada é tão delicado quanto falar em Deus. Talvez delicado nem seja a palavra certa. Ao assunto, termos como difícil ou complicado se encaixam melhor.
Como tornar verdadeiro um texto que aborda o que não enxergamos? Não é simples como citar o mar nos banha, o sol que nos aquece ou vento que alisa o nosso rosto. Falar em Deus é falar de dogmas e por nossa própria essência não cremos naquilo que não vemos.
Porém, perto de Deus somos insignificantes e aquele que enxerga com os olhos do corpo subestima os olhos de Jesus. Portanto, a melhor forma de fazer real um texto ligado à religião é se valendo da realidade divina que habita nosso interior.
A verdade é que muito mais intenso do que o ver está o sentir e a sensação de Deus no coração é algo difícil de descrever. Deus não é alegria, felicidade ou sucesso, Deus é paz e amor. E é a partir desses ingredientes que se alcançam suas outras bênçãos.
Os mais freqüentes questionamentos sobre a existência divina batem firme nas questões referentes à fome, maldade e catástrofes do mundo, mas essas lástimas não possuem ligação com a vontade de Jesus. Deus não prega o egoísmo ou joga dados com os cataclismos do universo. Se essas tristezas ocorrem é em resultado da inconseqüência humana.
Queimamos matas, poluímos rios, matamos os semelhantes, roubamos, mentimos, prendemo-nos ao nosso egoísmo e ignorância e ainda exigimos um mundo perfeito?
Em duras palavras, cuspimos na cara de Jesus, passamos por cima de seus ensinamentos e ainda queremos que o mundo seja exatamente como desejamos. Deus não se intromete nas nossas decisões. Fazemos o que dita nossa consciência. Se disseminarmos o bem não significa que receberemos o melhor, pois a nossa bondade não impede o egoísmo alheio e isso é o que chamamos de livre arbítrio. Ou será que preferiríamos ter todas as nossas ações controladas pelo poder supremo?
Também não há como misturar Deus com o pensamento racional, pois a razão é muito pobre diante da onipotência do Senhor e questionar sua existência é o mesmo que indagar-se de o porquê de o preto chamar-se preto e o branco chamar-se branco. São tolas dúvidas que não merecem atenção. A fé é invisível aos olhos, mas nítida ao coração. E Deus é fé. Deus é confiança.
Somos tão tolos que não percebemos a constante presença divina. Deus está sempre ao nosso lado e nem damos valor a essa graça. Deus é a folha que cai e a água da chuva que evapora. Deus é o milagre da vida que se renova dia após dia, segundo após segundo. Deus é o sol, a lua, o vento... Deus é o ar que respiramos. E negligenciar a existência divina é viver sem o alimento da vida.
Perdi muito tempo indo de encontro com a sensação de Jesus que havia dentro de mim. Quando pensava estar lúcido por me prender à razão, descobri que apenas caminhava por uma rua sem saída. No fundo, não há quem não sinta Jesus. O que há são os que lutam contra o sentimento de possuir Jesus. O que, mais adiante, acaba sendo motivo de arrependimento.
Se eu pudesse voltar atrás e agarrar o tempo que perdi sem Deus a guiar minha vida, certamente, o faria sem dúvidas. A paz de Deus é a verdadeira paz da alma, e uma alma em paz é uma alma limpa. O que me questiono é se passar por essa fase de negação foi um processo válido ou desnecessário, pois, no fundo, acredito haver sido inevitável.
Como poderia enxergar se me encontrava cego? Como poderia abraçar Jesus se meus braços estavam atados? Eu estava aprisionado a um mundo de dúvidas que somente me faziam sofrer e chorar. Mas não me importava em estar ferido por dentro, pois estava certo de que caminhava pelo melhor caminho, pelo caminho da razão. Não foram dias, meses ou anos, foram décadas de uma mente bitolada pela racionalidade. Mas como ser racional se a vida é irracional? Não fomos fabricados ou enlatados, surgimos. E para isso não há explicação. Não há como ir de encontro a esse milagre, pois ciência alguma jamais alcançará a sabedoria de Jesus.
O amor. Você não precisa enxergar o amor para saber da sua existência, pois, assim como Deus, amor é sentimento. Deus é sentimento e não podemos exigir que ele apareça diante de nós para que comecemos a ter fé. Eu já amei e meu amor foi colocado em dúvida e posso jurar que de todas as sensações desagradáveis que senti essa foi uma das piores e, a partir daí, passo a imaginar como Deus não se sente quando duvidamos do seu amor por cada um de nós.
Não saberia dizer se descobri Jesus cedo ou tarde, mas, por opção, teria agarrado suas mãos ainda em minha primeira respiração. Jesus é grandeza e sabedoria e tê-Lo dentro de si é sentir-se grande e sábio. Poderia dizer que o mundo é composto de um bilhão de cores e que a ausência de Deus apenas nos permite enxergar uma delas. Deus é o que põe temperatura às nossas vidas.
Ao longo do meu crescimento e amadurecimento, presenciei sete provas da existência divina, desde o milagre do meu nascimento até o dia em que, finalmente, descobri Jesus. Não sei como me encontrava tão cego a ponto de não enxergar a força de Deus já em sua primeira mensagem, mas, com toda a sua misericórdia e graça, nosso Senhor sempre esteve disposto a abrir meus olhos e me enviou as mensagens necessárias que me possibilitaram chegar ao seu mundo.
Com toda a sua sabedoria, os sinais me foram encaminhados em longo espaço de tempo, o que me permitiu estar sempre mais maduro e capaz de compreender suas palavras. Os avisos de Deus não são codificados e, ao contrário do que se diz, Ele não escreve certo por linhas tortas, pois Deus nem sequer escreve; Deus fala. Quando se escreve é preciso de tempo para a captação e a mensagem de Jesus é instantânea. Infelizmente, às vezes, somos nós quem não estamos preparados para tal aceitação. Mas não podemos nos culpar pelo acreditar ou não acreditar, somente devemos nos permitir agir com o espírito e deixar a racionalidade mais afastada da religião. Assim, com o tempo, abrimos nossos corações e um coração de portas abertas é o primeiro grande passo para o encontro com nosso senhor Jesus.
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Minha primeira graça divina me veio quando muito criança. Em meados de meus dois anos fui abençoado com um milagre que sem o qual não estaria aqui contando minha experiência. Nesse testemunho não possuo recordações. Mas durante toda a minha infância e adolescência ouvi os detalhes dessa história narrados por meus pais. Uma história tocante, pois se trata de uma linha muito tênue que divide a vida da morte e, ainda muito novo, estive por essa linha, mas, hoje, estou certo de que Deus me puxou para o lado da sobrevivência.
Poxa...sem palavras!
ResponderExcluirComo sempre escrevendo maravilhosamente bem...e se expressando também!
Can't hardly wait for the second part! xD
XeruUuUu
não acredito nisso. Mas gostei do texto, você escreveu bem e tudo tá muito interessante.
ResponderExcluirabraço.
"Uma história tocante, pois se trata de uma linha muito tênue que divide a vida da morte..." Muito tocante, mas não posso deixar de dizer muito emotivo. Mas, é essa a proposta do blog, não?! Falar de emoções da religião. Bem escrito. Só gostaria de mais informações e menos opiniões. Abraços!
ResponderExcluirMuito bonito Evinho!!
ResponderExcluirEmocionante também!!!!
Como vc mesmo disse se eu tiver paciência de lê-lo...é eu tive...
kkk
Gostei...continue a escrever!
beijos
Lorenna Lucena Lira
Rapaz ficou massa.
ResponderExcluirTá aí mais um testemunho das infinitas maravilhas que Deus nos proporciona.
abraço.